Sou um admirador confesso de Joana Marques
Vidal. Independentemente de como é enquanto pessoa, independentemente de amanhã
se poder vir a descobrir alguma faceta menos nobre, foi a Procuradora que
mostrou que é possível não estar rendido ao poder dos partidos ou da maçonaria.
Joana Marques Vidal iniciou um
novo tempo na justiça que me enche de orgulho. Enquanto português pela primeira
vez comecei a ver crimes de colarinho branco não ficarem impunes. Comecei a ver
que existem Portugueses em órgão de soberania que se importam. Nunca antes tive
essa sensação: Não a tive nos nossos juízes que enviam reprimendas a mulheres
agredidas ou que permitem que uma miúda de 15 anos não tenha que terminar a
escolaridade obrigatória; Não a tive em deputados que por um subsídio qualquer manipulam
o local de residência ou fazem viagens fantasmas; Não a tive na elite militares
que se deixam roubar e não toma uma posição clara sobre o assunto; Joana
Marques Vidal mostrou a todos esses e a muitos mais, que em Portugal se pode fazer
bem!
Por isto tudo penso que Joana
Marques Vidal não deve ser reconduzida. Não porque não gostasse de a ver no
cargo mais tempo, mas porque acredito que a impossibilidade de recondução é o
maior garante que esta não é a última Joana Marques Vidal. Porque a
impossibilidade de recondução é o maior garante da autonomia e da independência.
Porque Portugal não pode assumir que só tem uma Joana Marques Vidal.
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