segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Porque Joana Marques Vidal não deve ser reconduzida


Sou um admirador confesso de Joana Marques Vidal. Independentemente de como é enquanto pessoa, independentemente de amanhã se poder vir a descobrir alguma faceta menos nobre, foi a Procuradora que mostrou que é possível não estar rendido ao poder dos partidos ou da maçonaria.
Joana Marques Vidal iniciou um novo tempo na justiça que me enche de orgulho. Enquanto português pela primeira vez comecei a ver crimes de colarinho branco não ficarem impunes. Comecei a ver que existem Portugueses em órgão de soberania que se importam. Nunca antes tive essa sensação: Não a tive nos nossos juízes que enviam reprimendas a mulheres agredidas ou que permitem que uma miúda de 15 anos não tenha que terminar a escolaridade obrigatória; Não a tive em deputados que por um subsídio qualquer manipulam o local de residência ou fazem viagens fantasmas; Não a tive na elite militares que se deixam roubar e não toma uma posição clara sobre o assunto; Joana Marques Vidal mostrou a todos esses e a muitos mais, que em Portugal se pode fazer bem!
Por isto tudo penso que Joana Marques Vidal não deve ser reconduzida. Não porque não gostasse de a ver no cargo mais tempo, mas porque acredito que a impossibilidade de recondução é o maior garante que esta não é a última Joana Marques Vidal. Porque a impossibilidade de recondução é o maior garante da autonomia e da independência. Porque Portugal não pode assumir que só tem uma Joana Marques Vidal.

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