quarta-feira, 14 de novembro de 2018

O PSD é grande demais


Nos últimos anos o PSD tem sido um bastião da demagogia, porque quase sofre da síndroma de partido único. Toda a gente que não se quer aproximar de um PS que muitas vezes se volta pró-marxista e que não se sente parte da direita conservadora do CDS, acaba a aterrar no PSD. O PSD que devia ser o bastião dos sociais democratas converteu-se no partido único do Centro. Não importa se sou-social democrata, liberal, ou até um socialista desiludido, acabo no PSD.

Esta situação que durante anos ajudou PSD a crescer é agora a sua fatalidade. Numa altura em que o país tem que escolher um modelo politico-o-económico o PSD não consegue apresentar uma alternativa, porque alberga várias.

Numa democracia ocidental, não existe o modelo de partido único e as diferentes correntes devem ir a eleições em partidos diferentes, sendo que as alianças se fazem para unir os votos do eleitorado e fazer consensos que reflitam a expressão eleitoral. Seria muito importante que o PSD separasse os seus blocos em partidos diferentes, para que cada um possa livremente expressar os seus modelos.

Diz-se que a ideologia morreu, mas muitos como eu ainda acreditam que politica se ideologia é demagogia.


Eu pessoalmente acredito que Portugal é um país Social democrata, e que se os PSD pudesse exprimir o seu modelo social democrata, seria um maior partido do que é hoje a tentar ser guarida de todos.

Em jeito de recordatório fica um exemplo da pratica politica dos diferentes moedelos na europa


sábado, 3 de novembro de 2018

Os arquitetos do Neofascismo



Maslow teorizou de que os indivíduos têm uma hierarquia de necessidade e de que de nada serve cumprir uma necessidade de nível superior se a necessidade de nível anterior não estiver cumprida.

Kar Marx sempre pensou que em termos de números a maioria da população num regime capitalista seriam operários mal pagos e que por isso a força dos números de pessoas com necessidades fisiológicas ou de segurança levariam a revoluções que iriam instaurar uma ditadura das massas o que iria garantir a equidade na distribuição de riquezas. O que ele não esperava é que com o desenvolvimento tecnológico a maioria da população tivesse com as necessidades básicas cumpridas e que isso levasse à evolução dos regimes e não à revolução.

Numa democracia espera-se que a elite política seja suficientemente inteligente para a manter e não deixar que um dos seus pilares (eleições livres e universais) seja usadas para a por em causa. Aparentemente tem-se esperado mal porque em boa parte do mundo democrático as elites políticas foram perdendo cultura geral, deixando de compreender os fundamentos do conhecimento sociopolítico da humanidade e por isso incapaz de fazer as escolhas certas para preservar a democracia e os valores humanistas.

No seculo XXI, em vez de revoluções parece haver transformações para regimes não democráticos. Há Fascistas e Comunistas que mantém eleições livres direta e “justas”, desde que consigam manter o temor pelas necessidades básicas da maioria da população.

Os grandes arquitetos do neofascismo ocidental têm sido por isso os políticos democraticamente eleitos que se aproveitaram da democracia para benefício próprio (monetário ou de ego) e fizeram perigar as suas fundações. Não há democracia sustentada se a grande maioria da população não tem cumpridas as necessidades fisiológicas e de segurança, e não haverá segurança para a maioria da população se a totalidade da população não tiver pelo menos as necessidades fisiológicas (alimentação, higiene e habitação) cumpridas.


No Brasil as políticas económicas do PT levaram a um desinvestimento económico por parte dos privados, um aprofundamento da pobreza generalizada o que fez crescer a insegurança da classe média a um nível que fez com que preferissem arriscar a liberdade pelo aumento da segurança. Se não compreendermos o que se passou no Brasil e seguirmos os pensamentos da esquerda não central (para não lhes chamar extrema esquerda) de que o povo Brasileiro é estúpido e não sabe o que fez estaremos a caminhar para que nos aconteça o mesmo e um dia virmos a ter um qualquer André Ventura a liderar o país – Talvez já na próxima crise económica.

sábado, 6 de outubro de 2018

As Santanisses do ministro da Defesa

Com o todo o tempo que António Costa está a levar para fazer o que tem que ser feito, retirar a confiança política ao ministro da defesa e pedir a sua demissão começa a surgir a questão. Será que ele sabia da tática montada para que as armas reaparecessem? A minha dúvida não é se Azeredo Lopes sabia... isso está mais do que claro, desde logo quando ele questionou se teria mesmo havido um assalto. É óbvio que já nessa altura ele sabia que as armas iriam reaparecer.


A minha dúvida é se Azeredo Lopes não têm o nossos primeiro preso pelas partes baixas, por ter provas que, também ele António Costa, estava por dentro da operação de recuperação; É hoje claro que o ministro da defesa não vai cumprir o mandato, mas com todas estas confusões continua no governo por alguma razão que nos escapa a todos. ... será que o mestre da geringonça não vai deixar cair a batuta pela mão que menos se esperava? Por muito menos confusões que estas Jorge Sampaio (e bem) fez cair Santana Lopes.

O homem que destruiu Abril e a sua conquista maior a liberdade do 25 de Novembro

  Em 2015 António Costa quebrou uma barreira que estava estabelecida pelos fundadores da democracia em Portugal, Sá Carneiro e Mário Soares....