Maslow teorizou de que os indivíduos têm uma hierarquia de necessidade e de que de nada serve cumprir uma necessidade de nível superior se a necessidade de nível anterior não estiver cumprida.
Kar Marx sempre pensou que em termos de números a maioria da população num regime capitalista seriam operários mal pagos e que por isso a força dos números de pessoas com necessidades fisiológicas ou de segurança levariam a revoluções que iriam instaurar uma ditadura das massas o que iria garantir a equidade na distribuição de riquezas. O que ele não esperava é que com o desenvolvimento tecnológico a maioria da população tivesse com as necessidades básicas cumpridas e que isso levasse à evolução dos regimes e não à revolução.
Numa democracia espera-se que a elite política seja suficientemente inteligente para a manter e não deixar que um dos seus pilares (eleições livres e universais) seja usadas para a por em causa. Aparentemente tem-se esperado mal porque em boa parte do mundo democrático as elites políticas foram perdendo cultura geral, deixando de compreender os fundamentos do conhecimento sociopolítico da humanidade e por isso incapaz de fazer as escolhas certas para preservar a democracia e os valores humanistas.
No seculo XXI, em vez de revoluções parece haver transformações para regimes não democráticos. Há Fascistas e Comunistas que mantém eleições livres direta e “justas”, desde que consigam manter o temor pelas necessidades básicas da maioria da população.
Os grandes arquitetos do neofascismo ocidental têm sido por isso os políticos democraticamente eleitos que se aproveitaram da democracia para benefício próprio (monetário ou de ego) e fizeram perigar as suas fundações. Não há democracia sustentada se a grande maioria da população não tem cumpridas as necessidades fisiológicas e de segurança, e não haverá segurança para a maioria da população se a totalidade da população não tiver pelo menos as necessidades fisiológicas (alimentação, higiene e habitação) cumpridas.
No Brasil as políticas económicas do PT levaram a um desinvestimento económico por parte dos privados, um aprofundamento da pobreza generalizada o que fez crescer a insegurança da classe média a um nível que fez com que preferissem arriscar a liberdade pelo aumento da segurança. Se não compreendermos o que se passou no Brasil e seguirmos os pensamentos da esquerda não central (para não lhes chamar extrema esquerda) de que o povo Brasileiro é estúpido e não sabe o que fez estaremos a caminhar para que nos aconteça o mesmo e um dia virmos a ter um qualquer André Ventura a liderar o país – Talvez já na próxima crise económica.

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