Em 2015 António Costa quebrou uma barreira que estava estabelecida pelos fundadores da democracia em Portugal, Sá Carneiro e Mário Soares. Os partidos do centro não se aliam à extremas custe o que custar. Com base nesse pressuposto tanto PSD como PS tiveram alguns governos minoritários que não resistiram muito tempo, mas que preferiram a romper essa barreira.
Em 2015 o PS faz um acordo de governação com extremistas que apoiam regimes como a Coreia do Norte, a China ou a Venezuela e que exigiram medidas que vão custar a Portugal milhares de milhões de euros, o desenvolvimento sustentado e a preparação da economia para embater as crises cíclicas que sempre aparecem. Os milhões enterrados na TAP, o acordo à pressa para vender o BES e o novo descontrolo da despesa publica entre outro foram a moeda de troca inaceitável para o país, e para os democratas. No dia em que fez isto Costa não percebeu (ou percebeu, mas esteve-se nas tintas) que estava a cavar a extrema direita em Portugal.
O Costa, na sua ânsia de poder, criou assim um país que em vez de ter dois partidos no bloco central em que as alianças eram possíveis entre todas as forças democráticas (recordemos alianças PSD + CDS, PS + CDS, PSD + PS), tem dois blocos de esquerda e de direita, em que não podem aliara-se entre si e terão que recorrer a alianças com os extremos das suas áreas com os custos que isso tenha para o estado de direito e as reversões que isso vai implicar. Verdade que também apareceram ou reforçaram-se alguns partidos na esfera democrática como a IL, mas para já não com força suficiente para evitar a necessária aliança à extrema direita pelo PSD.
Se a aliança PSD e Chega vão trazer reversões a algumas conquistas? Temo bem que sim, mas a questão não é essa. A questão é se essas reversões são mais ou menos importantes que as reversões que o PS traz com a alianças à extrema esquerda. Pelo que vimos e sabemos até agora a cedências de Costa foram muito maiores e muito mais impactantes e prejudiciais para Portugal do que qualquer das cedências que Rio teve de fazer para afastar um mal maior. O Clã Cesar.
Na verdade, António Costa obrigou o PSD pela primeira vez na sua história a ter de aceitar negociar com extremo da ala direita para salvar o país do caos Socialista… Costa ficará para sempre na história de Portugal como o homem que destruiu Abril e a sua conquista maior a liberdade do 25 de Novembro
