
Ultimamente temos visto grandes
debates sobre como algumas informações contendo indício de crime chegaram ao
conhecimento público. Para os fanáticos de um líder, de um clube ou de uma
instituição, no momento me que se sabe algo deixa de ser importante o que se
sabe, mas começa toda uma teoria da conspiração de como se sabe.
A Culpa não gosta de morrer
solteira e, que melhor parceiro podemos encontrar do que o informador fora da
lei. Este é o parceiro ideal! Não só se junta à culpa tendo por dote uma amalgama
de informação perfeitamente desinteressante para o caso, que baralha a opinião
publica - o mais soberano de todos os juízes e muitas vezes o único capaz de
aplicar justiça sem se deixar enredar entre apelos e falhas processuais - como
muitas vezes fica a cumprir a pena no lugar de sua parceira culpa, enquanto que
esta se escapa nos tribunais e vai perdendo relevância na comunicação social.
Essa tem sido a estratégia dos
poderosos no caso Marquês, e segue agora num tom mais ao menos igual no caso
toupeira. Nos últimos dias já pouco importa que para pressionar um ou outro
árbitro o Benfica tenha comprado informações confidenciais. Também não importa
como é que essas informações foram transmitidas. O que realmente importa é
encontrar o noivo da culpa. Dizem que é um hacker Português exilado na Hungria
que tem um grande jeito para a informática, mas que causa alguns efeitos secundários,
como por exemplo amnésia ao que circulam perto da culpa.
Que se descubra o rapaz e se
obrigue a desenganar esta moçoila ingénua que é a culpa casando, numa cerimónia
que se quer bonita e em que todos trajem de vermelho.
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