quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Os Pedreiros do Montijo

Lisboa quer continuar a ser uma das únicas capitais do top 10 de turismo na europa com o aeroporto low cost a menos de 1 hora da cidade. Brilhante pensariam alguns, ousados pensariam outros, mas que pensam os donos disto tudo?

Os Pedreiros, que na verdade são os atuais donos disto tudo e que desde a primeira república dominam a economia e a política em Portugal, têm cobrado caro a sua meritória contribuição para a liberdade. Esses pagamentos são efetuados através de avultadas margens de lucros que obtém nas suas empresas quando obras publicas lhes são adjudicadas, sejam elas importantes para a nação ou de pouca relevância para o país, como sejam autoestradas que não têm tráfego, estádios de futebol às moscas, etc.

O modelo funcionou bem até o dia em que os equipamentos básicos de larga envergadura que o país necessitava estarem praticamente completos. Que fazer então? Os Hospitais? a saúde estava entregue para exploração dos lucros aos irmãos obreiros de deus e não querendo entrar em guerras fratricidas essa não era uma opção.

Perante este dilema, reunidos nas suas “Grandes Lojas” os Pedreiros traçaram um novo plano - mandar os seus capatazes do largo do Rato construir obras ainda mais megalómanas. Um TGV e um aeroporto na OTA.

Tudo parecia correr bem até que as redes sociais, essas grandes inimigas dos construtores começaram a fazer tremer as paredes do número 2 da famosa praça Lisboeta. A OTA parece que é um pântano, e o TGV não tem viabilidade técnica e não faz sentido

Para além de tudo há um aeroporto já construído, com as melhores pistas de aterragem do país por ter sido uma base da NATO e que está a cerca de 1h20m da capital (igual há situação de londres e Roma, mais perto que as situações de Madrid, Barcelona ou Paris) que só precisa de um pequeno investimento (500 metros de linha férrea até ao aeroporto e eletrificação de menos de 80 kms dessa linha) para que pudesse ficar a menos de 1 hora do centro de Lisboa;

Reunidos entre o Oriente, o Regular ou alguma outra grande loja rapidamente se perceberam que o valor dessas obras era demasiado pequeno para saciar os deuses. Assim os donos disto tudo ordenaram que se desvalorize (ainda que sem argumentos viáveis) a opção Lisboa + Beja e mandaram de imediato os Capatazes do Largo do Rato colocar a sua máquina de propaganda política a abafar o ruido dos “felizmente poucos e cada vez menos” moradores no baixo Alentejo.


É obvio que para consolidar a desvalorização dessa opção, não se pode incluir a linha do Alentejo no plano de melhoria de linhas férreas, mas isso é um pequeno sacrifício nessa obra publica para um bem muito maior.

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