Lisboa quer continuar a ser uma das
únicas capitais do top 10 de turismo na europa com o aeroporto low cost a
menos de 1 hora da cidade. Brilhante pensariam alguns, ousados pensariam
outros, mas que pensam os donos disto tudo?
Os Pedreiros, que na verdade são
os atuais donos disto tudo e que desde a primeira república dominam a economia
e a política em Portugal, têm cobrado caro a sua meritória contribuição para a
liberdade. Esses pagamentos são efetuados através de avultadas margens de
lucros que obtém nas suas empresas quando obras publicas lhes são adjudicadas, sejam
elas importantes para a nação ou de pouca relevância para o país, como sejam
autoestradas que não têm tráfego, estádios de futebol às moscas, etc.
O modelo funcionou bem até o dia
em que os equipamentos básicos de larga envergadura que o país necessitava
estarem praticamente completos. Que fazer então? Os Hospitais? a saúde estava entregue
para exploração dos lucros aos irmãos obreiros de deus e não querendo entrar em
guerras fratricidas essa não era uma opção.
Perante este dilema, reunidos nas
suas “Grandes Lojas” os Pedreiros traçaram um novo plano - mandar os seus
capatazes do largo do Rato construir obras ainda mais megalómanas. Um TGV e um
aeroporto na OTA.
Tudo parecia correr bem até que
as redes sociais, essas grandes inimigas dos construtores começaram a fazer
tremer as paredes do número 2 da famosa praça Lisboeta. A OTA parece que é um pântano,
e o TGV não tem viabilidade técnica e não faz sentido
Para além de tudo há um aeroporto
já construído, com as melhores pistas de aterragem do país por ter sido uma
base da NATO e que está a cerca de 1h20m da capital (igual há situação de
londres e Roma, mais perto que as situações de Madrid, Barcelona ou Paris) que
só precisa de um pequeno investimento (500 metros de linha férrea até ao
aeroporto e eletrificação de menos de 80 kms dessa linha) para que pudesse
ficar a menos de 1 hora do centro de Lisboa;
Reunidos entre o Oriente, o
Regular ou alguma outra grande loja rapidamente se perceberam que o valor
dessas obras era demasiado pequeno para saciar os deuses. Assim os donos disto
tudo ordenaram que se desvalorize (ainda que sem argumentos viáveis) a opção
Lisboa + Beja e mandaram de imediato os Capatazes do Largo do Rato colocar a
sua máquina de propaganda política a abafar o ruido dos “felizmente poucos e
cada vez menos” moradores no baixo Alentejo.
É obvio que para consolidar a
desvalorização dessa opção, não se pode incluir a linha do Alentejo no plano de
melhoria de linhas férreas, mas isso é um pequeno sacrifício nessa obra publica
para um bem muito maior.

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